sábado, 27 de dezembro de 2008

Inferno

Me parece ser uma boa hora pra escrever alguma coisa aqui, já que hoje é sábado e estou em casa sem nada pra fazer. Nada de sonhos ou pensamentos estranhos hoje. Só um balanço do que foi esse ano, já que o novo está chegando.

Eu não fiz nenhuma viagem em 2008, fui a muitos shows, muitas vezes na Augusta, muitas vezes na Paulista, muitas vezes no shopping, mas agora não me lembro de nada que tenha sido muito marcante. A única coisa que não me sai da cabeça agora é o calor infernal que eu passei na maioria dos dias. Engraçado, porque hoje, por exemplo, que deveria estar fazendo uns 30 graus, tá fazendo só 21! Segundo o meu computador, é claro. Aliás, esse computador é novo. Mas isso não importa.

A faculdade foi legal no começo do ano, mas o quarto semestre me fez querer morrer. A gente viveu pra televisão e eu percebi que eu não suporto! Maravilha, não?

Não me apareceu ninguém muito marcante esse ano também. Ok, vai ter gente agora que vai dizer: até parece, eu me lembro de pelo menos uns 5! Mas quando eu digo que não apareceu ninguém marcante, é porque realmente não apareceu.

Quantas vezes será que eu disse "que saco"? E "eu odeio isso"? Um milhão de vezes, provavelmente. Agora mesmo estou pensando: mas que saco de post que não serve pra nada. Eu odeio dias sem criatividade, como o de hoje. Mas eu preciso fazer alguma coisa pra passar o tempo e só me sobrou esse blog bege e sem graça. Dramático também.

Pensei esses dias que em outros anos eu costumava dizer todos os dias praticamente que a vida era engraçada. Ultimamente não tenho dito isso. Parece que nada de engraçado acontece mais. Deve ser a idade. Aliás, faltam poucos dias para o meu aniversário! É legal fazer aniversário, apesar de sempre parecer que a gente vai morrer de tão velha. Ridículo isso, desde quando 20 anos é velha? Queria eu hoje ser velha de verdade. Teria sido lindo se eu tivesse nascido lá pra 1940 e tal... Enfim, que coisa mais sem sentido! Tá me dando vergonha agora, porque eu sei um monte de gente acaba lendo aqui, mesmo que não comente. Aliás, já votou na enquete ali do lado?

Eu preciso parar de achar que tudo que eu faço é imbecil. Auto estima jogada no chão praticamente, mas acho que é o inferno astral mesmo. Sei lá, não aguento mais esse ano, que parece que passou voando, mas ao mesmo tempo tá durando uma eternidade! Ok, já chega! Até o ano que vem...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Meio-dia

Tinha certo dinheiro pra gastar, por causa do Natal. Foi ao shopping mais próximo e então escolheu caixinhas de som e um chinelo bonito. Mas algo estava errado. O pai dela tinha desaparecido e a rua em que morava era iluminada e escura ao mesmo tempo. Tranquila e cheia de gente. Muito estranho.

A rua não importa! O pai dela sumiu e isso sim importa. Preocupante. Todo mundo procurando, sem esperança alguma. Morreu? Mudou-se? Ninguém sabia. Andando então, percebeu algumas crianças sujas de cimento penduradas em um muro. O muro era de outro país (?). Era o muro de um ginásio que acabara de desabar, mas aquelas crianças se salvaram. Ela de repente estava dentro do ginásio vendo tudo aquilo desmoronando e rezando ao lado de pessoas que não conhecia. Rezando em inglês. "Vamos todos morrer". Ou não.

Não. Mais tarde já estava em casa, limpa. O pai chegou sem camisa, com o braço quebrado, dizendo coisas sem sentido. Ninguém entendeu nada e ela só queria ver se as caixinhas de som funcionavam.

.............."Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar..."
É hora de acordar! Meu Deus, meio-dia!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O desenho


Nada tinha pra fazer quando a mão direita começou sozinha a rabiscar um papel. Muitos círculos e traços sem sentido. Frases sopradas no ouvido e o resultado.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Os nãos

Até agora todas as minhas postagens começaram com a palavra "não". Foi sem querer, mas acabou que isso tem feito algum sentido nesse final de ano. Dezembro é o mês do meu inferno astral e, por mais imbecil que isso possa parecer, ele realmente acontece na minha vida. Todos os dezembros da minha vida foram infernais. Até atropelada eu já fui. No dia do Natal. Nada mais animador, não? Dezembro é sempre o mês que eu tenho uma tpm de 30 dias. Eu choro mais do que chorei o ano inteiro e me sinto a pior pessoa do mundo. Meus sonhos são horríveis e frequentemente eu fico ansiosa por qualquer coisa. Até quando eu deito pra dormir, meu coração tá lá, parecendo que foi correr uma maratona.

Eu não queria fazer posts desse tipo no blog, a intenção era sempre escrever os meus sonhos mais doentes, ou mesmo aquelas coisas que eu passava o dia pensando, mas precisei fazer essa reflexão. Até porque, por causa desse período infernal, eu não tenho feito nada aproveitável. Aquele show que eu não fui, aquele menino que eu não vi, aquela pessoa que eu não cumprimentei, aquele restaurante que eu não fui, aquela oportunidade que eu não aproveitei. Não, não, não! Quando os "sim"s começarem a aparecer, com certeza as coisas vão melhorar. Por enquanto eu só sinto uma vontade enorme de chorar por qualquer música bonita que eu ouço. Vontade de chorar por pensar em todas as pessoas que eu queria falar e não falo. Essa vida que nesse momento não faz o menor sentido. Se eu fosse uma pessoa extrema já teria feito alguma besteira, mas também não chega a tanto.

Acho que chega. Ninguém se interessa por esse tipo de coisa. E sim, eu me importo com o que as pessoas pensam e acham.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Não deixa

Como é que você sempre esteve aqui em casa e eu nunca reparei em você? Você já deve ter ouvido tantas conversas minhas, até me visto nos raros momentos de tristeza. Será que você já me viu chorar também? Eu acho que sim... afinal, você está aqui há muito tempo.

Sempre corado, me esperando na escada. Parece até invisível, mas hoje eu te vi. Me segura se eu for cair? Me ajuda a subir? Sabia que você poderia ser muito prestativo.

Eu vou passar a mão em você então, do começo ao fim. Está sentindo a minha mão? Está gostando? Eu posso fazer mais devagar se você quiser. Aliás, você tem sentimentos? Ouvidos? Olhos? Porque se você já me ouviu e me viu por aqui, deve até ter um cérebro. Acho que não.

Quando eu passar aqui de novo vou te olhar de um jeito especial como forma de agradecimento pelo suporte de todos os dias. Talvez eu até te faça um carinho de novo. Lembra daquele dia que eu ia cair e te segurei com força? Você não deixou eu me machucar.

Se não fosse o corrimão que sobe a minha escada...