sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Seis

Me lembro perfeitamente do nervoso que senti no dia 4 de abril de 2009. Quase me jogo no trilho do trem de tanta ansiedade, que fiz questão de não deixar você perceber no telefonema que esperei o dia todo. Algo estava para acontecer, mesmo que, naquele dia, nada de fato tenha acontecido. Ainda sinto as ondas que percorreram meu corpo em todas as vezes que você chegou mais perto.

No dia seguinte o sorriso estampava meu rosto e todo mundo percebeu o que estava acontecendo, assim como vc disse que aconteceu com vc. Me emociono em pensar na reciprocidade do momento. A semana passou devagar e eu contei os minutos para que a noite do dia 10 chegasse. Dessa vez o nervosismo era tanto que eu já não o sentia mais, ou pelo menos fingia não sentir, apesar de achar que meu coração em disparada já chegava a marcar minha roupa.

Meio sem jeito você me abraçou. Parecia ter medo pela minha fama de insensível que não gosta de abraços. Cada detalhe desse dia ficou guardado na memória e ainda me arrepio quando penso no que o fatídico show do Charme Chulo no Outs representa pra gente.

No último dia 10 fez seis meses que esse turbilhão de emoções se apossou do meu corpo e hoje não me deixa dormir e acordar sem pensar em você. É engraçado ver como enxergo tudo diferente agora, por culpa (isso não pode ser chamado de culpa) sua, que me ensinou a sentir e querer bem. Senti, sinto e quero sentir pra sempre.
(Depois me pedem bom humor. Escrevo esse texto pela segunda vez, porque o blog apagou da primeira)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

chata

Por várias vezes parei aqui com vontade de escrever alguma coisa. Estranho, mas na maioria delas escrevi qualquer coisa e com medo de não sei o que apaguei tudo. Prometi a mim mesma que dessa vez não apagaria, não importando o que eu escrevesse, fazendo sentido ou não, se vão gostar ou não. A verdade é que eu acho que ninguém quer saber de nada disso. Aí eu paro e fico naquelas de "pra quê?"

Tenho me sentido distante de todo mundo, família e amigos. Acho triste, mas na verdade eu não ligo muito pra isso. É horrível pensar que não me interesso por nada do que dizem por aí. Me tranquei em uma bolha faz um certo tempo e guardei dentro dela comigo só algumas poucas coisas que me satisfazem. Admito. Me perdoem.

Muita gente tem me achado mal humorada, fresca e chata. São o reflexo da falta de interesse. Bom, eu prometi não apagar nada disso, então pode ser que algumas pessoas me levem a mal lendo isso, mas repito, me perdoem. Um dia isso passa!