sábado, 24 de julho de 2010

Cansaço

Não consigo dizer o que ainda me prende a esta cadeira, esta tela, este quarto, esta casa. Meu cérebro clama por socorro e eu não consigo ajudá-lo. Estou presa, parada, estagnada, triste. Entre uma tremedeira e outra, respiro fundo, tentando sobreviver. A tarefa parece impossível. Dormir e acordar tornaram-se coisas absurdas pra mim. Cercado de pesadelos, o sono segue e se interrompe uma porção de vezes. Me levanto mais cansada do que quando fui. Queria viajar, partir... Me deixa?

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Chega

"E o meu sonho é embalado por um ritmo infernal" (Chega de Saudade - Ruy Castro)

essa frase nunca fez tanto sentido.

sábado, 10 de julho de 2010

nem remédio, nem palavra

ontem à noite estava pensando que tristeza não é um estado de espírito, não é um sentimento. é uma doença quase incurável. vez ou outra ela ataca. às vezes mais forte, às vezes mais fraca. mas o que ela sempre faz é destruir, mesmo que aos poucos. vai quebrando pedacinho por pedacinho e pode ser que estes não se reconstruam mais. não existe remédio, nem palavra...

(e mais uma vez escrevo isso cheia de lágrimas nos olhos, por causa da tal doença, que se apossou do meu corpo e me faz sofrer todos dias, ao acordar, esperando que a noite chegue e a hora de dormir novamente também. que sirva ao menos para escrever coisas bonitas aos olhos de quem lê. doloridas no coração de quem escreve).

sábado, 3 de julho de 2010

Coração

Eu só queria saber como esquecer de tudo e voltar a viver. Deixar de ser um problema pra todos à minha volta. Aprender como seguir em frente e deixar que os outros também sigam. Sempre soube que aquela música era minha. Aquela que diz: "Dizem que não sirvo pra gostar de ninguém, que não faço nada que não seja pro meu bem, falo coisas de mau gosto, não posso evitar, e há quem mesmo vire o rosto ao me ver chegar. É difícil respirar, sem você. Não que eu goste de ser má, mas sorrir pra quê? Espero".

Há tempos ando perdida e, agora, o pedacinho de chão que me restava foi-se embora. Não suporto sair na rua, com medo de que me perguntem um simples "tudo bem". Não está nada bem. E eu não sei, sinceramente, se pode ficar. Mais um calmante pra tentar disfarçar a dor. Mais um remédio pra me fazer fingir que sou feliz.

Insisto: Sorrir pra que, se é tão difícil respirar? Espero? Acho que mais nada.