terça-feira, 20 de setembro de 2011

Caminhos cruzados

Eu, que sempre achei o máximo viver rodeada de coincidências, começo a achar essa história bem chatinha. Aliás, acho que chata não é a palavra. As coincidências às vezes são boas, mas às vezes são bem inconvenientes.

Enquanto eu poderia estar olhando para o iPod, pro cara sentado do meu lado, pra cobradora lixando as unhas, NÃO. Eu olhei pra rua e vi você andando na calçada. Mesma camiseta, mesma calça, tênis e cabelos de sempre.

Mando então um recado ao destino: não faça mais essa brincadeira sem graça, porque meu coração pediu pra não viver mais grandes emoções no meio do dia, sem mais nem menos. As mãos agradecerão também se isso nunca mais acontecer, pois assim poderão terminar o trajeto de volta pra casa sem tremer nem por um segundo. Por último e principalmente, meu cérebro agradecerá por não ter que repensar em tudo o que me tirou o sono e me entupiu de remédios durante os últimos meses.

(A única coisa positiva disso tudo é poder constatar que certas coisas realmente nunca mudam, como o fato de você sempre ter tempo de sobra para, no meio de uma tarde de terça-feira, andar de baixo do sol quente rumo a algum lugar que não vai te trazer algo que valha a pena. Assim penso eu.)

Grata!

4 comentários:

Camila disse...

Esse destino é um grande brincalhão! Mas prefiro pensar que um dia ele não consiga mais surpreender... pelo menos não com surpresas ruins!

Renato disse...

Mas sei q vc daria tudo pra ter a coincidencia de me encontrar na rua né gatinha ? hahahah
po karlão, relaxa q oq vai volta ..

Fanzine Episódio Cultural disse...

O PRIMEIRO CONTATO
Certa vez, na ânsia de concluir um trabalho escolar, cercado de publicações dos mais variados autores e temas, e sem saber por onde começar despertei-me com um clique da minha esferográfica.
Eis que, como um “Deja Vu”, deparei-me com um antigo livro de contos em péssimas condições. O papel amarelado pelo tempo, perfurado por traças, empoeirado e suas páginas mal cheirosas.

A tinta usada em sua impressão ainda mantinha um bom contraste, o que o tornava legível.

Então, no volver furtivo e detalhado de cada página, eu descobri algo novo: textos envolventes com assuntos, embora de séculos atrás, tão atuais e familiares que passavam não só a mim, mas a quem quer que os lesse (leiam) uma profunda intimidade com o autor.

Agora eu já podia empunhar aquela, cujo clique não mais soava irritante, mas frugal.

Tudo era simples, evidente e claro. Eu não precisava mais daquela pilha de publicações, pois tudo estava ali, em cada cor, som, ou lembrança. Daquela ponta esferográfica, as palavras fluíram com naturalidade e deitavam em cada pauta com a suavidade de uma pétala que pousava sobre a relva.

Eu compunha com mais idéias, indeterminado, mais livre. Não havia motivo para se preocupar com “Lapsus Linguae”... Sim era minha primeira crônica. Agora eu sabia que poderia escrever sobre qualquer coisa.

*Cassius Barra Mansa é cronista machadense

Lapus Linguae = erros de linguagem

cesar disse...

as vezes penso que só eu consigo olhar pra essas coisas de uma outra forma...bom blog,sou seu vizinho no Lastfm aí cheguei até aqui...


abrços...